quarta-feira, fevereiro 07, 2018


Espaço gratuito terá atividades interativas, palestras, filmes e apresentações artísticas. Evento internacional ocorre em março em Brasília

8º Fórum Mundial da Água deve reunir 45 mil pessoas no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha de 18 a 23 de março deste ano. Dois espaços serão gratuitos e abertos ao público: a feira e a Vila Cidadã. Para ter acesso a eles, é preciso se credenciar previamente no site do evento.
Vila Cidadã terá atividades interativas, exposições, palestras, filmes e apresentações artísticas. O objetivo é ampliar a participação social para assuntos relacionados à água. A vila ocupará 10 mil metros quadrados e funcionará do dia 17, um dia antes da abertura oficial, a 22 de março, sempre das 9 às 22 horas.
Na Feira do 8º Fórum Mundial da Água, as instituições apresentarão o que pensam e fazem em prol da água. É uma vitrine para produtos, serviços e soluções de empresas públicas e privadas, consumidores e organizações não governamentais, entre outros setores da sociedade.
O credenciamento gratuito para visitantes estará disponível também durante o fórum, mas a inscrição prévia permite o acesso às atividades da Vila Cidadã e da feira de maneira mais rápida, evitando filas.

Atrações da Vila Cidadã

  • Avenida Olhos D’Água: porta de entrada para a Vila Cidadã. Ao longo do trajeto, fotografias de grandes rios do planeta conduzirão a uma imersão no tema da água.
  • Mercado de Soluções: apresentará 60 experiências individuais ou comunitárias de diversas partes do mundo, todas relacionadas a boas práticas no uso da água. A ideia é que os visitantes percebam que podem replicar as iniciativas ou criar suas próprias soluções.
  • Cinema da Vila Cidadã: exibirá longas e curtas-metragens de diferentes países com a temática da água. Haverá sessões especiais em quatro horários diários, de 18 e 22 de março. O Green Film Festival, organizado pelo Filmambiente Festival, premiará os melhores filmes apresentados, escolhidos por um júri internacional e também pelo público.
  • Arena: com capacidade para 300 pessoas, abrigará conferências, apresentações e talk shows com convidados nacionais e internacionais.
  • Green Nation: terá caráter educativo e interativo e contará com cenários imersivos, voltados para visitantes de todas as idades.
  • Espaço Brasília: contará com ampla programação de atividades para apresentar a capital do País, cidade-sede do 8º Fórum Mundial da Água.

O que é o Fórum Mundial da Água

Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.
Em Brasília, ele é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional das Águas (ANA).
O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).
 Fonte: Agência de Brasília (Adasa-DF)



quarta-feira, fevereiro 07, 2018 por renata hernandes

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terça-feira, dezembro 26, 2017



Em sua Síntese de Indicadores Sociais 2017, o IBGE calculou que cerca de 52 milhões de brasileiros viviam em situação de pobreza em 2016, de acordo com o critério do Banco Mundial de considerar pobre quem ganha menos de US$ 5,5 por dia nos países em desenvolvimento.
Do total da população, 64,9% tinham restrição de acesso a pelo menos um dos direitos analisados – à educação, à proteção social, à moradia adequada, aos serviços de saneamento básico e à internet.
Já do total da população residente em domicílios particulares permanentes, as moradias de 11,7 milhões de brasileiros caracterizavam-se por adensamento excessivo – domicílios com mais de três moradores por dormitório.
Os motivos podiam ser escassez ou elevado custo do espaço em áreas com alta densidade, falta de recursos para construção de um domicílio com área e divisões internas adequadas ou uma elevada taxa de natalidade.
Em termos absolutos, o Estado de São Paulo liderava a ocorrência dessa inadequação, com 2,6 milhões de pessoas atingidas. Em termos proporcionais, o adensamento excessivo atingia mais os Estados do Norte, mas era relevante também em São Paulo (5,7%) e Rio de Janeiro (6,5%).
Outra inadequação constatada foi ônus excessivo com aluguel do domicílio, quando seu valor iguala ou supera 30% do rendimento domiciliar. Isto mostra que os custos da moradia podem estar comprometendo outras necessidades dos moradores.
A maior ocorrência desta inadequação registrou-se nas duas unidades da Federação com maior renda domiciliar e custo de vida: Distrito Federal e São Paulo, respectivamente atingindo 8,5% e 6,7% da população.
A proporção da população residindo em domicílios sem banheiro ou sanitário de uso exclusivo era de 1,7% (3,4 milhões de pessoas). Trata-se de moradores sem acesso a instalação sanitária ou que as compartilhem, como nos cortiços. Piauí e Acre tinham, respectivamente, 12,3% e 10,2% de suas populações vivendo desta forma.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas (1,2% da população) habitavam moradias com paredes externas construídas com material não durável, como taipa não revestida, madeira usada e outros insumos. Foi o caso do Maranhão, onde esta inadequação atingia entre 15% a 20% dos habitantes.
Dados como estes reforçam a necessidade de ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida, em sinergia com ações de Estados e Municípios. Além disso, devem-se adotar outras iniciativas, como Parcerias Público-Privadas para a construção de moradias e programas de aluguel social.
Afinal, faltam apenas 12 anos para o cumprimento de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, assumidos pelo Brasil: “Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos, e urbanizar as favelas”.
*Conteúdo publicado originalmente na edição de 24 de dezembro da Folha de São Paulo.
Fonte: Sinduscon-SP


terça-feira, dezembro 26, 2017 por renata hernandes

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terça-feira, dezembro 26, 2017 por renata hernandes

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terça-feira, dezembro 12, 2017

Pela primeira vez, o maior evento mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul. O 8º Fórum Mundial da Água será em Brasília, em março de 2018, mas pessoas do mundo todo já podem sugerir temas de discussão, trocar ideias e experiências em uma plataforma online desenvolvida para ampliar o acesso ao Fórum, em uma iniciativa inédita.




A partir do dia 13 fevereiro, pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundia da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do 
planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.  

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio dos Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).

As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).
Fonte: 8º Fórum Mundial da Água

terça-feira, dezembro 12, 2017 por renata hernandes

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sexta-feira, novembro 24, 2017

Pesquisa da Pnad Contínua mostra que o acesso à tecnologia avança mais rápido que o saneamento básico

Os dados mais recentes da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, mostram que a o acesso à tecnologia móvel avança mais rápido do que a universalização do saneamento básico. Em 2016, enquanto 92,3% ou 63,8 milhões dos lares brasileiros tinham pelo menos um morador com telefone celular, apenas 66% ou 45,6 milhões de famílias tinham sua rede geral ou fossa ligada à rede, ou seja, contavam com tratamento de esgoto.
Ainda de acordo com a pesquisa, 29,7% das famílias tinha fossa, mas ela não era ligada à rede. Há uma disparidade de acesso ao esgotamento sanitário entre as regiões. Na região Sudeste o percentual de famílias que tem o esgoto tratado é de 89%, de 64,8% na região Sul, 55% no Centro-Oeste, 44,3% no Nordeste e apenas 19% na região Norte.
Enquanto isso, os percentuais de famílias com ao menos um morador com celular é alto em todas as regiões: no Norte 88% dos lares tem ao menos um aparelho, assim como no Nordeste. As regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste registraram percentuais superiores a 90% desse bem, respectivamente de 93,7%, 94,8% e de 96,9%.
O telefone fixo, no entanto, está presente em pouco mais de um terço dos lares (34,5%). Na região onde ele está mais presente, a Sudeste, só existe em metade das residências. No Sul, faz parte dos bens de 37% das famílias, no Centro-Oeste de 30,7%, no Nordeste de 14,7% dos lares e no Norte está em 11% das residências.


sexta-feira, novembro 24, 2017 por renata hernandes

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terça-feira, novembro 14, 2017

A Organização Mundial da Saúde considera que cada pessoa precisa de pelo menos 40 litros diários de água, para beber, tomar banho, cozinhar e outras necessidades. Atualmente, mais de 1,1 bilhão de pessoas já não contam com este mínimo.

A pegada ecológica do ser humano, índice que mede a sustentabilidade ambiental com base na demanda de recursos naturais renováveis, aumentou em 70% desde 1970 (5% a mais do que o crescimento populacional) e é hoje de 2,2 hectares por pessoa num mundo que só dispõe de 1.8 hectares por pessoa, ou seja, foi consumido 20% a mais do que existe, o capital natural está diminuindo e pode acabar. O Índice Planeta Vivo que mede tendências populacionais de espécies silvestres, mostra que em 30 anos houve uma redução de 40% na fauna.

As espécies aquáticas (água doce) reduziram-se pela metade, as marinhas em 30% e as terrestres também em 30%. Segundo o WWF, isso é provocado pela crescente demanda por alimentos, fibras, energia e água, assim como pelos métodos não sustentáveis de produção, afirma Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.
 
Componente bioquímico dos seres vivos e elemento presente em todas as etapas da evolução da civilização humana, a água compõe 70% da Terra. Apenas 3% são de água doce e, desse total, 12% estão no Brasil. A agricultura é o maior consumidor da água doce: 70% da água doce são usados para irrigação. O brasileiro tem cerca de 5% da sua pegada hídrica em casa, com consumo de água na cozinha e no banheiro, e 95% estão relacionados com o que compra no supermercado, especialmente com produtos agrícolas.

“Embora o Brasil seja o país com a maior reserva hídrica do planeta, em muitas regiões já existe conflito pelo uso da água. Além disso, o crescimento da economia brasileira deve aumentar significativamente o uso da água nas diversas atividades produtivas, o que demanda uma gestão ambiental mais comprometida com a preservação deste precioso líquido”, enfatiza Vininha F. Carvalho.

A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução afirmando que a água e o saneamento são direitos essenciais e pediu que os governos intensificassem os esforços para sanar essas carências. Ainda segundo o estudo da ONU, o futuro sem água já não está mais tão distante quanto pensávamos, se o desperdício continuar da maneira como está, 5,5 bilhões de pessoas poderão não ter acesso à água limpa em 2025.

A maior parte da população não faz ideia da quantidade de água desperdiçada em hábitos diários, como escovar os dentes, tomar banho, lavar calçadas, jardins e carros. Um dos pontos que merece destaque, por exemplo, seria o hábito de lavar a casa e o quintal. Para se ter uma ideia do tamanho do desperdício, uma mangueira comum de uso residencial, com três quartos de polegada, gasta 600 litros de água a cada trinta minutos, o equivalente a quinze vezes o que uma pessoa deveria consumir por dia.

A Organização Mundial da Saúde considera que cada pessoa precisa de pelo menos 40 litros diários de água, para beber, tomar banho, cozinhar e outras necessidades. Atualmente, mais de 1,1 bilhão de pessoas já não contam com este mínimo. No Brasil gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. O consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo preocupa, afinal, o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.

“Precisamos encontrar formas sustentáveis, limpas, inteligentes e eficientes de usar a água para produzir energia, e também de usar a energia para produzir água potável. Diversas ações em favor do melhor uso da água têm sido colocadas em prática, mas insuficientes para garantir o abastecimento da população nas próximas gerações”, conclui Vininha F. Carvalho. 

Fonte: Dino



terça-feira, novembro 14, 2017 por renata hernandes

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quarta-feira, novembro 08, 2017


quarta-feira, novembro 08, 2017 por renata hernandes

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